Dia haverá, que ao acordar de manhã,
Pensarei em outras coisas que não sejam você
Que não indagarei mais o porquê
Que terei trancendido esta saudades
Que não sentirei por você mais nada,
Nem ao menos amizade.
Dia haverá, que não precisarei mais saber
Como você tem passado
Se feliz ou triste, se contente ou amuado
Que não perguntarei mais de você a ninguém,
Porque pouco me importará
Se você estiver passando mal ou bem.
Dia haverá, que não mais pedirei a Deus
Que você me escreva, que me ligue
Me procure ou dê sinal de vida
Que não mais abrirei as cartas na mesa
No afã de encontrar uma saída
Que não precisarei mais lhe contar os detalhes
Aqui da minha lida.
Dia haverá, que você estará banido da minha mente,
Do meu destino, do meu diário, das minhas noites insones
Que conseguirei olhar as estrelas, sem chorar
E sem gritar seu nome
Que terei me sobreposto e dizimado este fadário
Na última lágrima,
Na última conta do meu rosário.

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  1. dolores 22 de agosto de 2009

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