Soneto da Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Morais

14 Comments

  1. leide 12 de junho de 2009
  2. HD 19 de agosto de 2009
  3. HD 19 de agosto de 2009
  4. ka 11 de outubro de 2009
  5. Josiane 31 de outubro de 2009
  6. Dalva 15 de dezembro de 2009
  7. mirlene 12 de janeiro de 2010
  8. KELLY 26 de Maio de 2010
  9. vera 9 de setembro de 2010
  10. Eliza maria lopes de freitas. 7 de junho de 2012
  11. Eliza maria lopes de freitas. 7 de junho de 2012
  12. Eliza maria lopes de freitas. 7 de junho de 2012
  13. F SOUZA 4 de janeiro de 2013
  14. Jojo Martins 30 de abril de 2013

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