Renascendo das cinzas

Quanto tempo irá durar
Essa maldita dor?
Essa flor que não desabrocha,
Esse espinho que enterra com furor,
Fazendo-me ajoelhar.

Se eu ousasse te esquecer,
E pudesse controlar
Tal paixão dominante,
Talvez não morresse
Num silêncio cortante
Dum contínuo desprazer.

Cá no mar revoltoso da tristeza,
Meu navio naufraga sem dono.
Ele espera a luz do teu amor
Vencer a força da correnteza,
Para salvar-me do abandono.

E no clarão do luar conquistador,
Ousaria outra vez te chamar
Ousaria outra vez te tocar,
Ousaria outra vez te amar,
Cobrindo-te com todo o meu prazer,
Revivendo os desejos deste amor.

E me olharias com outros olhos,
Tomarias-me com outras mãos,
Removeria a dor dos abrolhos,
Permitindo-se uma vez mais,
Os mistérios do meu coração!

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  1. sandranogueira 20 de fevereiro de 2013

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