Peço a Paz


Peço a paz
e o silêncio

A paz dos frutos
e a música
de suas sementes
abertas ao vento

Peço a paz
e meus pulsos traçam na chuva
um rosto e um pão

Peço a paz
silenciosamente
a paz a madrugada em cada ovo aberto
aos passos leves da morte

A paz peço
a paz apenas
o repouso da luta no barro das mãos
uma língua sensível ao sabor do vinho
a paz clara
a paz quotidiana
dos actos que nos cobrem
de lama e sol

Peço a paz e o
silêncio

Casimiro de Brito, in “Jardins de Guerra”

5 Comments

  1. izumo 19 de setembro de 2009
  2. Soninha Poetisa 30 de setembro de 2009
  3. Sandra 16 de outubro de 2009
  4. Cibele 8 de fevereiro de 2010
  5. GISELLE 16 de abril de 2010

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