Ao sabor da maré

Ainda posso ver nossos traços
por todos os caminhos que trilhamos
juntos, palpáveis como toscos desenhos de
canivete em árvores onde apaixonados,
perpetuavam seu amor…
Tento seguir seus passos
por meios de invisíveis pegadas que o vento desfez
Sinto seu perfume no ar, cada vez mais fraco,
se mesclando com o cheiro de saudades…
Talvez se condensando ao ar
e retornando em lágrimas de sereno…
Mero reflexo de mais uma interminável noite vazia.
Sinto falta do seu sorriso livre,
sem medo de se mostrar feliz, de ser feliz,
da sua voz suave e sexy
delicada menina, plena mulher.
Pego-me disperso, sem me concentrar em nada,
perdi meu ponto focal, meu centro
Sinto-me à deriva, ao sabor da maré
açoitado pela tempestade que começou a
desabar na sua partida
e cada vez aumenta mais,
assustadoramente…
Sem bússola, sem rumo, sem direção…
prestes a afundar…
Você era minha âncora, minha calmaria
meu porto seguro de onde jamais quis partir
Você me mostrou a vida e o amor
Hoje limito-me a sobreviver
E a lutar contra a dor.

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