Alô, mamãe!

Alô mamãe! Tudo bem aí fora?
Aqui eu ando muito preocupado
Com o que anda sendo divulgado
Por esse Brasil querido afora…

Tenho ouvido mil coisas muito estranhas
Gente querendo tirar-me o direito
De nascer,nesse mundo imperfeito,
Querem tirar-me das tuas entranhas!

Qual foi o crime que eu cometi ?
Que mal fiz eu a essa tola gente?
Por que extirpar a própria semente?

Eu que me sinto protegido aqui,
e que ao crescer, no teu peito senti
o amor de mãe se fazer latente.

Mãe, confesso que eu estou com medo,
Ao ouvir falar de tal atrocidade,
Não sei pr’onde vai a humanidade
Se aos próprios filhos condenam tão cedo.

Mãe, eu sei que a coisa é difícil,
Que o mundo anda de ponta cabeça,
Mas eu te peço mãe, nunca esqueça,
Que eu não mereço tamanho suplício.

Sou uma vida gerada por ti,
Já sentes bater o meu coração,
Sei que, ainda,o mundo não vi

Que ainda estou na tal gestação,
Mas ao contrário do que dizem aí,
Sou outra vida; de Deus criação

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