As Borboletas

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Nestas claras manhãs de firmamento escampo,
De ar mais puro e de sol mais livremente aberto,
Qual mais linda, elas vêm, ora atrás do campo,
Ora em trêmulo enxame através do deserto,

Como ao vento esparzido um punhado de flores,
Buscar ao pé do rio as boninas singelas,
E entrecruzar-se à luz com as variadas cores,
Brancas, verdes, azuis, rajadas e amarelas.

Num ligeiro rumor indistinto, cortando
O ar, de aromas que vêm das plantas saturado,
Vejo às vezes passar o fugitivo bando,
Várzea ao longe, pairando em vôo prolongado.

Umas rente lá vão à crômula das folhas,
Outras voam mais alto, asas fechando e abrindo:
Outras lá vão do rio acompanhando as bolhas,
A água, a pena erradia e as espumas seguindo…

Té que em meio de um vale onde a corrente brame
E revolta borbulha e rodopia inquieta,
Em suspensa coluna, o selvático enxame
Baila e treme do sol à carícia secreta…

Alberto de Oliveira

Do livro: Nova Antologia Brasileira, Clóvis Monteiro, F. Briguiet & Cia. Editores,1961, RJ

The Climb – Miley Cirus (Tradução)

Eu quase posso ver
O sonho que estou sonhando
Mas há uma voz dentro da minha cabeça dizendo
Você nunca vai alcançá-lo.

Cada passo que estou dando
Cada movimento que eu estou fazendo
Parece perdido sem direção
Minha fé está abalada
Mas eu tenho que continuar tentando
Tenho que manter minha cabeça erguida

Refrão:
Sempre vai haver outra montanha
Eu sempre vou querer movê-la
Sempre vai haver uma batalha em cima do monte