O Cervo Doente

Um Cervo doente e incapaz de andar, repousava quieto em um pequeno pedaço de pasto fresco.

E aqueles que se diziam seus amigos, então vieram em grande número para saber de sua saúde. E cada um deles, servia-se à vontade da escassa grama daquele reduzido pasto, que lá estava para seu próprio sustento.

Assim ele morreu, não da doença da qual padecia, mas por falta de alimento, uma vez que não podia caminhar para ir buscar em outro lugar.

Moral da História:
As más companhias sempre trazem mais infortúnios que alegrias.

Autor: Esopo

Sonhos de Glória

Quando eu crescer…
Hei de ser muito valente.
Das tropas irei à frente,
Com passo nobre e viril!
Diante do mundo inteiro,
Hei de ser um brasileiro
Capaz de honrar o Brasil!

Quando eu crescer…
Hei de ser, com orgulho e fé,
Talvez um Tamandaré,
Deodoro ou um Caxias!
Hei de defender, com a vida,
Minha bandeira querida,
Como fez Marcílio Dias!

Quando eu crescer…
Quero ser nobre e leal,
Morrer por um ideal
Como morreu Tiradentes!
Quero ser um bravo e um forte,
Nunca temer, mesmo a morte,
Como esses homens valentes!

Autora: Magdalena Léa

INTERL

Onde estão os muros da Cidade Eterna?
onde estão os salvos? e os queridos meus?
onde estão as luzes da manhã primeira?
onde a estrela santa do menino-Deus?
onde estão as vozes do coral celeste
anjos proclamando que chegou a luz?
onde brilha agora o sangue do Cordeiro
no momento exato em que morreu na cruz?

Meu Divino Mestre, dá-me a Tua mão
para que eu os ache no meu coração!
e embora haja trevas e embora anoiteça
que eu nunca os esqueça… que eu nunca os esqueça.

Do livro ’25 Anos de Gióia Júnior’, Editora Betânia, 1976

Fonte: Poesia Evangélica

Espelho

Por acaso, surpreendo-me no espelho:
Quem é esse que me olha e é tão mais velho que eu? (…)
Parece meu velho pai – que já morreu! (…)
Nosso olhar duro interroga:
“O que fizeste de mim?” Eu pai? Tu é que me invadiste.
Lentamente, ruga a ruga… Que importa!
Eu sou ainda aquele mesmo menino teimoso de sempre
E os teus planos enfim lá se foram por terra,
Mas sei que vi, um dia – a longa, a inútil guerra!
Vi sorrir nesses cansados olhos um orgulho triste…”

Mário Quintana

A gratidão

O homem, por detrás do balcão olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e amassou o narizinho contra o vidro da vitrina.

Os olhos da cor do céu brilharam quando viu determinado objeto.

Entrou na loja e pediu para ver o colar de turquesas azuis. “é para minha irmã. Pode fazer um pacote bem bonito?”

O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou: “quanto dinheiro você tem?”

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz, disse: “isto dá, não dá?”

Eram apenas algumas moedas, que ela exibia orgulhosa.

- Sabe, eu quero dar este colar azul para a minha irmã mais velha. Desde que morreu nossa mãe, ela cuida da gente e não tem tempo para ela.