Sugestões de Presentes de Natal

“Sugestões de presentes para o Natal: Para seu inimigo, perdão. Para um oponente, tolerância. Para um amigo, seu coração. Para um cliente, serviço. Para tudo, caridade. Para toda criança, um exemplo bom. Para você, respeito” (Oren Arnold)

Fonte: Site Belas Mensagens

Poema de Natal

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Para isso fomos feitos:Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será nossa vida:Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva…Um caminho entre dois túmulos
Por isso precisamos velar…
Falar baixo,pisar leve,ver

A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:Uma canção sobre um berço
Um verso,talvez de amor
Uma prece por quem se vai.Mas que essa hora não esqueça

E por ela os nossos corações
Se deixem,graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte.De repente nunca mais esperaremos…
Hoje a noite é jovem;da morte apenas
Nascemos, imensamente.

Fonte: Site Belas Mensagens

Árvore de Natal

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Queremos armar uma árvore em nossos corações e colocarmos, no lugar de presentes, os nomes de nossos amigos…
os de longe e os de perto,
os antigos e os recentes,
os que vemos todos os dias e os que não,
os que recordamos e os que esquecemos,
os das horas difíceis e os das alegres,
os que sem querer ferimos e os que feriram,
os que conhecemos profundamente e os que superficialmente,
nossos amigos humildes e os importantes,
aqueles que nos ensinaram e os que aprenderam.
Queremos uma árvore de raízes profundas para que os nomes nunca sejam arrancados de nossos corações.
Uma árvore de folhas largas para que os nomes vindos possam se juntar aos existentes.
Uma árvore de sombra agradável para que nossa amizade seja um momento de repouso na luta pela vida.
Que o espírito do Natal faça de cada lágrima um sorriso, da amargura a sabedoria e de cada coração uma casa aberta para receber a todos.
FELIZ NATAL!

Fonte: Site Belas Mensagens

Tempo de Natal

Natal, tempo de paz, de luz,
de alegria e gratas recordações.

Tempo em que relembramos nossa infância repleta de fantasias,
expectativas impregnadas de amor e saudades.

Tempo em que revivemos o carinho de nossos pais,
o aconchego da família e todas as pessoas queridas
que marcaram positivamente nossas vidas.

Feliz Natal!

Fonte: Site Belas Mensagens

Sonhos de Natal

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Aquele velhinho sempre povoou os meus sonhos!
Ao acordar, eu olhava e não o via…
O saco de brinquedos era minha adoração!
Ao acordar, eu procurava e não o encontrava.
O sapato, na janela, continuava vazio…
Em cada aniversário dele, eu sonhava e buscava.
E os sinos repicando na torre da Igreja
Blém – blom…blém-blom… blém-blom
Pareciam me dizer: desilusão…desilusão…desilusão…
O tempo foi passando, a dor eu acalentando,
Até que entendi que o brinquedo era simbólico
Que o velhinho não existia
Que aquele, era o dia da Salvação!
Que Maria deu seu filho Jesus
para a nossa Redenção!
Com alegria percebi
que os sinos mudaram o som
que em mim agora ecoava
a palavra coração…coração…coração…
E o espírito do Natal, eu comecei a viver!

Feliz Natal!
Que você possa ter a alegria de vivê-lo em sua plenitude!

Um Ano Novo cheio de paz!
Ouvindo sempre os sinos do amor fraterno,
da solidariedade, da compreensão.

Fonte: Site Belas Mensagens

A árvore de Natal na casa de Cristo

DOSTOI

Noite feliz

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Autor: Luiz Vilela

Entre, Pai. Entre, Mãe. Entre, Joaquim. Vô Zeca. Vó Mariquinha. Tio Nunes. Rosa. Que bom, que bom que vocês vieram – eu estou tão feliz. Vai ser uma noite linda. Vai ser a noite mais bela de todas. Vamos, sentem, ocupem seus lugares.

E o Pretinho? Por que o Pretinho não veio? Você também devia ter vindo, Pretinho. Aí eu te pegava e te punha no colo – você era tão macio, tão quentinho. Miau… miau… Que saudades, Pretinho…

Sentem, sentem. A senhora está tão bonita com esse vestido, Mãe. Vô, o senhor não larga seu cigarrão de palha, hem? E o senhor, Tio Nunes, cuidado, não vai contar aquelas piadas bobagentas. Vó Mariquinha, sabe que a senhora fica muito elegante com esse coque? E a Rosa? Sempre com esse sorriso… Joaquim, quantos anos, hem? Quantos anos… Muita água passou debaixo da ponte…

E o senhor, Pai? O senhor está tão sério; tão calado. Por que o senhor me olha assim? Por que o senhor não fala nada comigo? Fale, Pai; fale alguma coisa. Não fique me olhando assim. Vocês todos, parem de me olhar desse jeito. Por favor. Meu Deus, meu Deus… Tem dó de mim… Eu não queria isso, juro que eu não queria…

Não! Não e não! Onde está sua fibra, menina? Minha fibra? Minha fibra está aqui – ora, bolas. Pensaram que eu fosse fraquejar? Pois estão muito enganados. Quem vos fala é a Aristotelina – a Lina. Há meses que eu venho planejando essa noite; pensam que eu vou desistir agora? Nunca.

Será uma noite única. Será uma noite sem igual. Nem todas as luzes de todas as casas juntas da cidade brilharão mais do que esta casa nesta noite de Natal. Nem todas as luzes de todas as ruas… Ai, Lina, você é impagável; parece que você nunca saiu do palco. Não saí mesmo: você sabe, uma vez atriz…

Joaquim, lembra daquele Natal em que eu te pedi uma porção de lâmpadas – eu ia iluminar toda a casa, ia fazer um colar de lâmpadas – e aí você me trouxe… Ah, meu Deus… Você me trouxe meia dúzia, Joaquim, meia dúzia de lâmpadas! Então eu falei: o que eu vou fazer com meia dúzia de lâmpadas? O que eu vou fazer? Aí você… Você falou… Eu não lembro… O que você falou?… Eu não lembro… Minha memória… Minha cabeça…

Noite feliz, noite feliz, o Senhor, Deus de amor, pobrezinho, nasceu em Belém. Não foi fácil: cada garrafa, um posto. Naquele maior, o sujeito: para quê? Eu: não é da sua conta. Ele: se eu não souber, eu não posso vender. Eu, então: é para tirar a cera do assoalho, assoalho de tábuas, casa antiga. Antipático. Depois, no último posto, o rapazinho: e aí, vó, vai virar motorista agora? Vou, eu vou fazer uma viagem pro céu. Então me leva com você, que a coisa aqui na terra tá braba. Mas ele foi gentil, ele foi atencioso.

Os sinos, eles estão batendo. Missa da meia-noite. Onze e quarenta e cinco. Quinze minutos. Nunca houve ninguém tão só. Nunca alguém, nesse mundo, se sentiu tão só. Nem se eu estivesse – só eu, só eu de gente – nem se eu estivesse lá num deserto de Marte ou lá numa cratera da Lua. Se o telefone tocasse. Se o telefone tocasse, talvez…

Chega.

Jogo da fraternidade

Alo amigo Noel!

Conceda-nos a intimidade! Afinal de contas, quando tínhamos menos de 5 anos nossos avós diziam que já o conheciam muito bem e o chamavam de

O Piá que Entregava Trouxas de Roupas Lavadas

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Autor: Silas Correa Leite

“As lágrimas são as palavras da alma”
Joaquin Setanti

Acharam o piá quase morto de frio. Estava com uma grave pneumonia. Olhos castanhos, murchos, fundos, tristes. Chorava, copiosamente, de ressentimento, talvez. E as lágrimas em sua face com amarelão, como se estavam – por um anjo! por um anjo! – de alguma estranha forma congeladas; dando ao seu rosto pueril a sofrência de uma paleta de amargura e dor terminal. O policial Dito Lima, num fusca que mais parecia uma imagem de garrafa de crush itinerante, tinha subido a rua 24 de Outubro, ali, na altura do Clube Atlético Fronteira, perto da hora do inicio Missa do Galo, e vira o menino com um vazio saco de farinha de trigo usado na mão direita, como se segurasse uma roseira de tristices. Vira, em passant, por acaso, de vereda mesmo. Depois, precisando atender a um chamado do Vereador Chico Preto para um forfé suspeito nas imediações da malha férrea da Estação Sorocabana de Itararé, passou novamente na esquina ali pertinho, e, de través, com o rabo do olho captou de novo o guri e talvez já passasse da meia noite. Encafifou. Será o impossível? Um alarme divinal tocou em seu instinto. Só por Deus. Parou o fusca da policia e foi ver o que estava acontecendo. Sacou o desboque: o menino pobrezinho ardia em febre, murcho, trêmulo, se não fosse socorrido a tempo certamente que iria morrer. Era Natal em Itararé, Cidade Poema. Dezembro de um tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça.

O piá era filho da Dona Lena. Levava e trazia rotineiramente as trouxas de roupas que a mãe lavava pra fora, precocemente ajudando como podia em casa. Trazia as pesadas trouxas de roupas sujas dos ricos, depois levava tudo de novo, roupa limpinha, fervida em água de bica (o chafariz do Bairro Velho), sabão de cinzas e anil, passada com os vincos certinhos, e que entregava direitinho, trazendo os minguados tostões pra suprir a familia grande e pobre, da carente periferia sociedade anônima de Itararé, pois o pai estava doente, os irmãos menores padecendo, por meses, mal-e-mal e sempre uma rotineira e rala sopa de fubá com couve rasgada. Havia carestia no Brasil, anos sessenta, os clientes ricos minguando, o já parco pagamento dos afazeres da mãe dedicada, entre o tanque e o quarador, entre o fogão de lenha e os filhos com amarelão. A Dona Lena confiava naquele primogênito, era o maior, dizia até que o bendito era abençoado por Deus. Gastava um minuto de prece com os outros filh
os, nas demoradas orações, mas, com aquele seu protegido era meia hora, precisava investir no menino, tinha fé nele.

Algo doente, Dona Lena, mesmo assim batalhou até de madrugada, fervendo as roupas no latão velho de óleo de algodão, sobre uma lajota com fogo no quintal de laranjeira pesteada. Depois, passou a ferro que era de brasas, com sacrifício, mas ela contava com mais aquele serviço, tinha planejado, ternura de mãe. A despensa estava vazia fazia tempo. Sopa de fubá com couve rasgada, polenta maleixa, aqui e ali, banana frita, uns ovos que mal davam prum bolo mixuruca de banana-caturra e olhe lá. O céu por testemunha. Se o Dr Aderaldo mandasse mais uma quantia de roupa, se apressaria em entregar depressinha o serviço, pra ter mais uns cobres que melhorassem a bóia de natal, talvez desse até para comprar algumas tubainas de limão do Vilela, ou mesmo algum doce de cidra pros filhos queridos, tão precisados. Instruiu o piá Thiago que, entregando as trouxas de roupas limpas, recebesse e passasse no Seu Vitorino, fizesse algumas compras, deu uma listinha, feijão-jalo, tomate, óleo, açúcar
cristal. E também trouxesse a nova renca de roupas sujas pra ela poder adiantar bem o serviço, varando a noite preciso fosse, talvez entregando no dia seguinte, mesmo tendo que ferver as roupas de madrugada, mas, ao final do dia de natal entregaria tudo pronto e receberia a paga costumeira para melhorar a bóia em casa. Coração de mãe. Capricharia nos torresmos, cuques, tortas de lágrimas. Confiava no guri. Bem instruído, ele foi levar as pesadas trouxas, como se carregasse o mundão sem porteiras sobre os ombros miúdos.

Entregou, recebeu, viu que era pouco o que pagavam pelo trabalho, mas atenderia à solicitação da querida Mãe. Mas, quando perguntou da nova porção de roupa suja da casa do Dr Aderaldo, foi informado de que não estavam mais interessados no serviço, contratariam empregada barata a preço melhor e que ainda faria tudo, depois, estavam para entrar de férias, iriam pra Iguape, litoral. O menino ficou estacado. Mal deram um tiau seco e sem graça que fosse, fecharam a porta da casa rica na cara azeda dele, e Thiago ficou ali, encostado na enorme porta de cedro e imbuia cheirosa, chorando suas lágrimas, quase beijando a parede, quase mesmo batendo de novo e pedindo pelo amor de Deus, mais uma leva de roupa suja, mais uma porção de serviço, a casa precisava, a mãe contava com aquilo, que fizessem uma caridade. Era Natal e ele estava detravessado. Sensível. Cismou. Reinou. Não voltaria pra casa. Não voltaria nunca mais. Não com as mãos vazias. Não ele. Não daquele jeito.

Ficaria ali. Estava mesmo com tosse de cachorro, a mãe disse, o peito chiara na madrugada fria do dia anterior, um dezembro chuvoso e friorento em Itararé. Se morresse ali, não daria desgosto de dizer pra mãe que não teria mais roupa pra lavar daquela ultima casa freguesa, ou que iria apertar mais a pobreza em sua casa humilde. Sim, ficaria ali, achariam o corpo, dariam o dinheiro pra mãe, ela o abençoaria, “vá com Deus meu curumim, vá morar no céu, piá”. Ele não tinha coragem. A mãe pedira. A mãe contava com mais uma lavada pelo menos, naqueles tempos de carestia. Pelo menos morrendo, no jantar daquela noite sobraria mais da rala sopa de fubá com couve rasgada pros irmãos, para as adoradas irmãs, para a mãe adorável que andava dodói da angina, pro pai que estava de cama com úlcera varicosa e assim era impedido de trabalhar. Ali Thiago ficou entrevado, coração transido, alma aflita, mordido de dor. Só por Deus. Entardeceu, anoiteceu. Sobre a beirada da porta da frente da mansão do Dr Aderaldo Martins Mello, na Rua 24 de Outubro, um pacote de renúncias. Foi quando o policial Dito Lima o achou sem querer e salvou a sua vida, pois a morte já fora avisada que uma alma pura de Itararé estava para ser levada para muito além do vale da sombra da morte…

Na Santa Casa de Misericórdia de Itararé foi uma correria danada, um forfé sem igual, o menino coitadinho para morrer; cobraram doações de sangue, labutaram, uma enfermeira conhecia a familia, foram avisar Dona Lena, o filho achado em petição de desconsolo estava morrendo em frente a casa do doutor rico, a mãe preocupada pensava mesmo em chamar a policia, ia dar parte na cadeia, perguntaram então do porque o menino que entregava roupa não quisera mais voltar pra casa, como ele ainda em tratamento emergencial, talvez entre o pesadelo e o sonho, falara, repetira, suando, descorçoado, determinado, em febre-terçã, preferindo morrer do que não ter como ajudar a mãe prover o lar.

O Dr. Jonas de Alencar chorou muito depois que o pensou com presteza, mandou trazerem capado do sitio e que doassem pra família junto com farnel de milho verde e manta de charque, entre grãos e tulhas de frutas como laranja-pêra, abacate-manteiga, manga-sapatinho, alguns lambaris salgados também. O enfermeiro Nicanor correu no Armazém do Vereador Tico comprar fiado uma boa cesta básica pra doar como se fosse o seu abençoado presente de natal pra família. Todos no hospital, doadores, serviçais, visitantes, curiosos, gente de coração de ouro de Itararé, cavalheiros como os reis magos, foram acudir aquela família humilde em petição de miséria. Muito além de ouro, incenso e mirra, há o amor, pois o amor é a mão que balança o berço da humanidade, e a esperança é a inteligência da vida.

Nunca tiveram um mês tão farto naquela casa de tabuinhas, com todos finalmente comendo do bom e do melhor, até que a mãe arrumou freguesia nove e farta, o pai arrumou emprego de acendedor de lampiões de gás de Itararé, o menino Thiago ficou sendo respeitado pelos seus colegas do primário no Grupo Escolar Tomé Teixeira, e quando algum piá maroteiro de rua, com quem joga bola de capotão agora, de ki-chute encardido no pé, pergunta porque ele não quis voltar pra casa, ele enche os olhos de lágrimas, abaixa a cabeça, se assunta e não diz nada. Fica encruado.

Não, não se apruma numa conversa fiada que seja. Sabe só pra ele que dentro do seu coração, de alguma maneira que inventou de inventar, sentiu uma estrela amarela de Natal alumiando, e ele queria aquela bendita luz, aquele dourado celeste de esperança, para enfeitar a choupana humilde de sua morada na descalça periferia cor-de-rosa de Itararé.

Sentiu que, talvez porque fosse Natal, mesmo morrendo de frio, de alguma maneira seus familiares não morreriam de fome, pois, algum anjo de pertinho do Menino Jesus do presépio, em sua fé e defesa, operaria o que o pastor João Vera da igreja chamaria de um “Milagre”.

Conto da Série “Eram os Itarareenses Astronautas?”

Silas Correa Leite, Itararé, Cidade Poema, São Paulo, Brasil

Fonte: ParaLerEPensar.com.br