Quando eu Danço

Quando eu danço,
desmistificam-se
os julgamentos
de que poucos corpos
conseguem bailar…

Quando eu danço,
percebo de alguns
os lamentos
porque corpos poucos
conseguem soltar…

Quando eu danço,
minha’lma clareia
meu ser se remete
ao universo
do movimento…

Quando eu danço,
o mar vem na areia
me lava, me compete,
da ação do meu verso
um desdobramento…

Quando eu danço,
eu não quero saber
se dancei,
se eu já me danei…
eu só quero é dançar…

Quando eu danço,
eu não quero conter
eu aqui já falei
já chorei, já gritei
eu só quero alegrar…

Rita Reikki

Fonte: SiteDePoesias.com

Vivo a Dança

publicidade anuncie

De repente, sinto uma energia incrível
Que nem consigo explicar
Que quem está de fora pode até criticar
Mas quem a vivencia, só tem a aproveitar

Um observador não entende
Pois não está na mesma sintonia
O que serão aqueles movimentos
Se nada sinto, nem consigo empatia?

Uma energia que impulsiona
Que acrescenta ritmo ao coração
Movimenta músculos em vários pontos
Com vontade e alegria na impulsão.

Um fator externo complementa
Ouço uma melodia a me embalar
Cifras e notas diferentes
Que acrescentam beleza no bailar

Danço, rodopio e não penso
Pois somente as sensações podem prevalecer
Que me importa como me analisam?
Se, com esses movimentos, enriqueço o meu viver!!

Dançar é tudo para mim
Complementa a minha vida
Cria o equilíbrio mágico
Que matura o comportamento na lida.

Realidade ou Sonho
Tudo é possível interpretar
Pois o que me vem do acervo
Implementam o meu movimentar

Herança genética ou experiências de vida
Latentes ou apenas no inconsciente
Pois o que eu quero mesmo neste momento.

A Dança das Flores

Flor do jardim,
flor que deveria
ser da primavera,
mas que preferiu
enganar as estações.
Leve flor carregada
pelo vento.
E nele desliza
como que em
delicada dança,
Flor que teve por par a brisa.
Brisa que acalmou o vento,
do som que se escondia no silêncio,
dos segredos que, embora ditos,
somente foram ouvidos
pelos que tinham ouvidos de ouvir,
pois que escutavam
com a alma,
pois que conheciam
os caminhos do coração.
Flor que é
delicadeza no botão,
e esplendor
no seu momento mágico.
Flor que decora
o circo da vida,
onde os pecados
convivem com as virtudes,
onde o perdão os liberta,
e os transforma
em sementes renovadas.

Gilberto Brandão Marcon

Fonte: SiteDePoesias.com

Bolero de Amor

Ao som desta musica…
Ouça esta canção…
Tocada com a orquestra de meu coração…

Quero bailar a luz de velas…
Beijar-te e sentir…
Teu corpo…
Junto ao meu…

Sim um amor de corpos…
Num roçar gostoso…
Num toque sensual…

Ao som deste bolero…
Quero-te assim…
Quero-te intenso…
Quero-te sentir…
Quero-te somente meu…
Ao som deste bolero…

Vania Staggemeier

Fonte: SiteDePoesias.com

Ciganita

publicidade anuncie

Hoje amanheci dançando! Dancei magicamente com a luz.
Sou a criança do tempo, a cigana dos ventos, o querubim.
Eu canto, eu ando, eu levito. A canção me seduz.
Quero teu amor! Ah! Eu quero! Teus pensamentos em mim.

Contornei as curvas da música! Inseri harmonia nesses gestos.
Dancei sem compromisso! Ah dancei! Ouvindo a tua canção.
No brilho do meu olhar, vi tua imagem refletida! Meu manifesto.
Fechei os olhos, suavizei sua expressão dentro do meu coração.

O movimento das ondas! Esse me faz ondular devagar.
Escutei o som do mar, caminhei sem destino na sua distância.
Ajeitei um ritmo ao meu. Defini teu compasso pelo ar.
Na balada, acompanhei teus passos, senti tua fragrância.

A tarde surgiu luminosa, pássaros voam ao meu redor.
Há beleza em minha vida! Um toque natural.
Dedilho essa poesia! Seu sorriso! Eu sei de cor.

Pela fresta do vento achei teu momento! Achei teus segredos.
Entre pensamentos e outros fiz um pacto com a flor.
Ela e eu! A flor e seu perfume! O poema e meu enredo.

A canção que dancei! Os sonhos que sonhei para te oferecer.
Fiquei o dia inteiro lhe esperando! A noite apareceu majestosa.
Meu sorriso se fez canto! Cantei-te para não me perder.

Soraia

Fonte: SiteDePoesias.com