Sou o vento da Pampa Gaúcha

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Trago a marca do esquecimento
gravada em meu coração
com o ferro quente e sangrento
da mentira e da ilusão
cicatriz de um sofrimento

Trago a marca da traição
e a dor do arrependimento
nas notas de uma canção
neste palco lamacento
nos olhos do meu irmão

Trago lágrimas de lamento
num olhar de revolução
Com braço forte sustento
a bandeira da libertação
tremulando com sentimento.

Trago a história de um momento
de revolta e de reação
Nas veias de um movimento
de um povo que quer ser Nação
e com sangue fez juramento

Trago meu Pai do passado
e me apresento, presente!
Com os meus filhos do lado
renovo a fé na minha gente
e na força do meu estado

Trago sobre o corpo uns trapos
e na alma as marcas da guerra
trago o sangue de todos Farrapos
que morreram por esta terra
pelejando, bravos e guapos

Trago no peito a esperança
quando a mão do meu filho seguro
Vejo nele, e em cada criança
a garantia de um futuro
com o passado na lembrança

Autor: ErdoBastos