Bela Dedicatória para Aniversário de criança

Hoje você completa mais um ano de vida, que neste dia você venha a ganhar muitos presentes, bolos e doces.

Que venha ser rodeado por todos os seus amiguinhos e coleguinhas.

Que você continue a obedecer ao papai e a mamãe, para que o papai do céu veja e lhe abençoe muito.

Não se esqueça da criança que você é, e conserve para si as energias e a sensibilidade de sua infância.

Neste dia quero lhe desejar com muito carinho tudo de bom; continue estudando mais e mais, e você verá lá na frente a sua recompensa.

Agradeça o papai e a mamãe e a todos que de uma forma ou de outra contribuem para seu crescimento.

Feliz Aniversário.

Continue sempre assim.

Fonte: Mensagens e Poemas

A ausente

Amiga, infinitamente amiga
Em algum lugar teu coração bate por mim
Em algum lugar teus olhos se fecham à idéia dos meus.
Em algum lugar tuas mãos se crispam, teus seios
Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas
Como que cega ao meu encontro…
Amiga, última doçura
A tranqüilidade suavizou a minha pele
E os meus cabelos. Só meu ventre
Te espera, cheio de raízes e de sombras.
Vem, amiga
Minha nudez é absoluta
Meus olhos são espelhos para o teu desejo
E meu peito é tábua de suplícios
Vem. Meus músculos estão doces para os teus dentes
E áspera é minha barba. Vem mergulhar em mim
Como no mar, vem nadar em mim como no mar
Vem te afogar em mim, amiga minha
Em mim como no mar…

in Antologia Poética
in Poesia completa e prosa: “Nossa Senhora de Los Angeles”

Vinicius de Morais

Por Onde Você For Serei Seu Par

Reconheço em você minha metade, sinto em nossa união
o belo do mundo eterno, fiel companheira que me segue por toda parte
desde o tempo de doces ilusões em que juntos fazíamos planos
para o futuro que fosse cercado de amor com as bençãos de Deus.

Hoje fortalecidos nessa união, vejo você mais uma vez aniversariar,
cheia de vida, sempre com o brilho da esperança nos olhos.

Olhos que dão a mim também a visão da vida,
como ela é maravilhosa ao seu lado, você bem sabe!

Deixo aqui minha mensagem de amor, do amor que nos ensina
onde chegar e juntos chegaremos, porque por onde
você for serei o seu par.

Feliz aniversário amor. Amo você!

Fonte: Mensagens e Poemas

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Os meus e os seus olhos vagavam perdidos na ânsia do desejo de se encontrarem.

O tempo passando e de repente iniciamos a nossa história e em qualquer minuto perto um do outro fazia crescer dentro de nós uma semente doce, frágil e sedenta de vida…

Era o amor nascendo e se tornando real para nós dois, um amor de verdade que se sabe ser para sempre.

Passamos a viver um para o outro e pelo outro, sendo tudo um na vida do outro, o amor é assim a gente se esquece para apenas se lembrar do outro.

Por você tenho um amor infinito, o amor mais bonito e mais forte que existe, ninguém há de duvidar desta paixão sem limites, que roubou a cena e criou para nós um mundo particular.

Ficar ao seu lado é como sentir a essência de doces e inebriantes fragrâncias, que só se pode sentir se existir amor dentro do coração.

Apenas conversar contigo é uma doce troca de palavras agradáveis, que mata o tédio e enriquece meus instantes, o preenchendo de você.

Um alguém Virtual

Para você que é especial…
Você que um dia conheci
através de uma mensagem virtual,
chegou-se de repente,
deixou a minha vida mais contente,
e tornou-se tão real!!

Você que hoje está sempre presente,
alegrando os meus dias
com doces melodias,
que escuto para recordar
dos bons momentos que estivemos
juntos a teclar.

Você me faz acreditar
que o sentimento virtual
pode ser tão verdadeiro e “real”.

Você me faz sentir
esta vontade de lhe escrever
este desejo de estar com você,
e de querer dizer:

Você me faz falta,
quando não lhe encontro
numa simples mensagem
na minha caixa postal.

Porque você já faz parte
do meu mundo real,
e quero que continue nele
para sempre…
porque você é realmente
muito especial!!!

Fonte: Mensagens e Poemas

Requiescat

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Por que me vens, com o mesmo riso,
Por que me vens, com a mesma voz,
Lembrar aquele Paraíso,
Extinto para nós?

Por que levantas esta lousa?
Por que, entre as sombras funerais,
Vens acordar o que repousa,
O que não vive mais?

Ah! esqueçamos, esqueçamos
Que foste minha e que fui teu:
Não lembres mais que nos amamos,
Que o nosso amor morreu!

O amor é uma árvore ampla, e rica
De frutos de ouro, e de embriaguez:
Infelizmente, frutifica
Apenas uma vez…

Sob essas ramas perfumadas,
Teus beijos todos eram meus:
E as nossas almas abraçadas
Fugiam para Deus.

Mas os teus beijos esfriaram.
Lembra-te bem! lembra-te bem!
E as folhas pálidas murcharam,
E o nosso amor também.

Ah! frutos de ouro, que colhemos,
Frutos da cálida estação,
Com que delícia vos mordemos,
Com que sofreguidão!

Lembras-te? os frutos eram doces…
Se ainda os pudéssemos provar!
Se eu fosse teu… se minha fosses,
E eu te pudesse amar…

Em vão, porém, me beijas, louca!
Teu beijo, a palpitar e a arder,
Não achará, na minha boca,
Outro para o acolher.

Não há mais beijos, nem mais pranto!
Lembras-te? quando te perdi
Beijei-te tanto, chorei tanto,
Com tanto amor por ti,

Que os olhos, vês? já tenho enxutos,
E a minha boca se cansou:
A árvore já não tem mais frutos!
Adeus! tudo acabou!

Outras paixões, outras idades!
Sejam os nossos corações
Dois relicários de saudades
E de recordações.

Ah! esqueçamos, esqueçamos!
Durma tranqüilo o nosso amor
Na cova rasa onde o enterramos
Entre os rosais em flor…

Olavo Bilac, in “Poesias”

Canção do exílio

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Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Meu Deus, eu sinto e tu bem vês que eu morro
Respirando este ar;
Faz que eu viva, Senhor! dá-me de novo
Os gozos do meu lar!

O país estrangeiro mais belezas
Do que a pátria não tem;
E este mundo não vale um só dos beijos
Tão doces duma mãe!

Dá-me os sítios gentis onde eu brincava
Lá na quadra infantil;
Dá que eu veja uma vez o céu da pátria,
O céu do meu Brasil!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já!
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o sabiá!

Quero ver esse céu da minha terra
Tão lindo e tão azul!
E a nuvem cor-de-rosa que passava
Correndo lá do sul!

Quero dormir à sombra dos coqueiros,
As folhas por dossel;
E ver se apanho a borboleta branca,
Que voa no vergel!

Quero sentar-me à beira do riacho
Das tardes ao cair,
E sozinho cismando no crepúsculo
Os sonhos do porvir!

Se eu tenho de morrer na flor dos anos,
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
A voz do sabiá!

Quero morrer cercado dos perfumes
Dum clima tropical,
E sentir, expirando, as harmonias
Do meu berço natal!

Minha campa será entre as mangueiras,
Banhada do luar,
E eu contente dormirei tranqüilo