Acaba

“Ah, e dizer que isto vai acabar, que por si mesmo não pode durar. Não, ela não está se referindo ao fogo, refere-se ao que sente. O que sente nunca dura, o que sente sempre acaba, e pode nunca mais voltar. Encarniça-se então sobre o momento, come-lhe o fogo, e o fogo doce arde, arde, flameja. Então, ela que sabe que tudo vai acabar, pega a mão livre do homem, e ao prendê-la nas suas, ela doce arde, arde, flameja.

in “Onde estivestes de noite” – 7ª Ed. – Ed. Francisco Alves – Rio de Janeiro – 1994″
Clarice Lispector

Fonte: Pensador.info

Anjos

“Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.
(A Hora da Estrela)”
Clarice Lispector

Fonte: Pensador.info

Humano

“E o que o ser humano mais aspira é tornar-se ser humano”
Clarice Lispector

Fonte: Pensador.info

Falha

“Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.
(A paixão segundo G.H)”
Clarice Lispector

Fonte: Pensador.info

Liberdade é Pouco

“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
(Perto do Coração Selvagem)”
Clarice Lispector

Fonte: Pensador.info

Michel Teló – Pai e Mãe

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PAI, MÃE
Razoes da minha vida, minha força minha inspiração
Luz do meu caminho que me guia e me da direção
Abraço que ampara e acalma o meu coração
PAI, MÃE
Quantas vezes nos momentos de bobeira e de desilusão
Não ouvi os seus conselhos e por isso eu me vi sem chão
Todo mundo dando as costas e vocês me estendendo a mão
PAI, MÃE
Queria lhes dizer o que eu sinto aqui dentro de mim
Sentimento puro e verdadeiro de um amor sem fim
Resumindo PAI E MÃE TE AMO e vai ser sempre assim
Refrão:
PAI E MÃE, vocês são as batidas do meu coração
A letra a melodia da minha canção
A força que alimenta a minha inspiração
PAI E MÃE, com vocês e já sorri e chorei de emoção
Aprendi que a perdoando é que se tem perdão
Por amor e que eu faço essa declaração
PAI E MÃE
PAI, MÃE
Queria lhes dizer o que eu sinto aqui dentro de mim
Sentimento puro e verdadeiro de um amor sem fim
Resumindo PAI E MÃE TE AMO e vai ser sempre assim

Refrão:
PAI E MÃE, vocês são as batidas do meu coração
A letra a melodia da minha canção
A força que alimenta a minha inspiração
PAI E MÃE, com vocês e já sorri e chorei de emoção
Aprendi que a perdoando é que se tem perdão
Por amor e que eu faço essa declaração
PAI E MÃE

Fonte: Letras.mus.br

Michel Teló – Amor Não É Paixão

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Aa aa aa
Eu falei pra você não ficar curtindo até amanhecer
Com falsas companhias ilusões que iriam te comprometer
Você caiu na noite mais não vio o ultimo amor do tempo atras
Achou que todo mundo ia parar pra ver seu momento uma vez mais
O amor é um sentimento que precisa ser cultivado como uma flor
Paixão é doentia e só precisa de base e muito calor
Só quero ti dizer que você enganou seu proprio coração
O amor não é paixão
Só quero ti dizer que o amor é saudade que não passa
Pra ter carinho você vai se arrastar
Aa aa aa
Pra ter carinho você vai se arrastar
O amor é um sentimento que precisa ser cultivado como uma flor
Paixão é doentia e só precisa de base e muito calor
Só quero ti dizer que você enganou seu proprio coração
O amor não é paixão
Só quero ti dizer que o amor é saudade que não passa
Pra ter carinho você vai..
Sé quero ti dizer que você enganou seu proprio coração
O amor não é paixão
Só quero ti dizer que o amor é saudade que não passa
Pra ter carinho você vai se arrastar
Aa aa
Pra ter carinho você vai se arrastar
Aa aa aa

Fonte: Letras.mus.br

Michel Teló – A voz

Será que você ja não ouviu
Uma voz estranha que te fez parar
E sentir o seu coração
tum tum tum (2x)
Será que procuro saber
De onde vem a voz que te fez chorar
e sentir, o seu coração
tum tum tum (2x)
Não tenha medo
Não tem segredo
Essa voz e quem te guiará
Por toda vida, em todos os caminhos
Por onde você passar
A voz, que move montanhas
A voz, que fez abrir o mar
A voz, que te chama e te escolheu
Parabéns você venceu,
Meu amigo essa é a voz de Deus

Fonte: Letras.mus.br

Minga, zóio de prata – Cora Coralina

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Eram elas as senhoras-donas, ali no beco do Calabrote.

Quem transitasse pelo beco, tivesse cuidado… Passasse quieto e bonzinho. Não se engraçasse nem fizesse cara de pouco. E quem fosse de entrar, empurrasse a porta de dentro, com fala curta e dinheiro pronto. Escândalo de mulher-dama não dava; nunca deu; também, nunca foram levadas, como tantas, para capinar na frente da cadeia. Família de respeito podia passar toda hora, não via nada. Macho, porém, que não se fizesse de besta… Eram donas e autoridade no beco. O beco era delas. E tinham prestígio.

Duas irmãs, morando juntas na mesma casa, de porta e janela aberta aos homens que quisessem entrar; isso a Zóio de Prata. Já a Dondoca, tinha seu homem e era pontual a ele só.

Também eram conhecidas por As Cômodas, na roda da macheza. Minga era durona. Não tretasse com ela, saindo sem deixar a taxa… Um que tentou a rasteira, ela alcançou já fora do beco e deixou sem as calças no meio da rua.

Tinha mesmo um bugalho branco, saltado, e era vesga do outro. Espinhenta, de cabelo sarará, mulatona encorpada, de bacia estreita, peito masculino, de mamilos duros, musculosa; servindo bem no ofício, de fala curta, braço forte, mãos grandes.

Um dia, voltava ela do mercado com um frango na mão, deu de cara com a irmã chorando, de cara amassada e beiço partido. Tinha entrado na peia do amigo — o Izé da Bina — à-toa, ruindade de pingado ordinário. Dei’stá — disse ela — sai fora e deixa por minha conta. Óia, vai depená esse frango pra nóis na casa da vizinha e só entra quando eu chamá…

Dondoca foi fazer o mandado. Estava ela na casa da vizinha depenando o frango, quando chegou o Izé da Bina, todo mandante, de paletó preto, gravata borboleta, calça engomada.

Entrou no quarto e gritou autoritário pela Dondoca. Quem apareceu foi a Zóio de Prata, de manga arregaçada e porrete na mão. Atirou-se no mulato com vontade e foi porretada de direita e canhota. Bateu com sustância, sovou com fôlego, quebrou as carnes, moeu bem moído. No fim, jogou fora o cacete e entrou de corpo. Numa boa sobarbada deu com o crioulo no chão. Sentou em cima e esmurrou à vontade. Quebrou as ventas, partiu dois dentes, entrou no olho… xingou nomes… desses de ouvindo dizer o Antônio Meiaquarta, tipo de rua, rei dos bocas-sujas da cidade: eu sei dois contos e quinhentos de nomes indecentes… Zóio de Prata sabe cinco contos… apanhei dela, bateu em mim… tou descarado, apanhei dela… muié praceada… êta muié sagais.

Depois de ver o cabra mole, estirado, fungando, Zóio de Prata assungou a saia, abriu as pernas e mijou na cara de Izé da Bina.

Estava vingada a Dondoca e consolidada a fama das Cômodas.

Fonte: Releituras.com