Lírios do vale

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Anda célere caboclinha
Pelos campos que te viram nascer
Mistura a eles a tua beleza engraçadinha
E espera o que vai acontecer
Recolhe a todo o tempo tuas flores
E sorria sempre que entristecer
Pois na certa terás muitos amores
Mas muito também que aprender
Simples sempre serás
Bela como ninguém
Com teu espírito revelarás
A alma boa que alguns não tem
Morena criança és a pureza
A menininha moça da cidade
Tão simples como a própria natureza
Na descoberta da felicidade
Senhora e dona desse teu chão
Regas a tua terra com meiguice
A noite vê a luz do céu num clarão
Que se embriaga com a tua meninisse
Cresça nessa espontaneidade
De não magoar a um irmão teu
Usando sempre a sinceridade
Para lembrar que tudo isso valeu
Menina da cor de canela
Com um olhar tão abrasador
Que espia por entre a janela
Sonhando com o seu grande amor
Ah! doce candura…
Um dia mulher, não esmoreça jamais
Mesmo se a vida lhe for bem dura
Seja você mesma cada vez mais
Nunca tente imitar
Aquilo que não lhe serve de nada
Pois esse semblante só pode realçar
A bondade em você estampada
Por isso deste modo te descrevo
Tão formosa quanto aos lírios do vale
Alegrando com todo o seu chamego
Esculpida em cada detalhe.

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