Se eu pudesse

Te protegeria da tristeza em seus olhos
Te daria coragem num mundo de compromissos
sim, eu faria
se pudesse
Te ensinaria todas as coisas que eu nunca aprendi
e te ajudaria a atravessar as pontes que eu queimei
sim, eu faria
se pudesse
Tentaria proteger a sua inocência do tempo
mas a parte da vida que te dei não é minha
te vi crescer
mas eu tenho que te deixar partir

Se pudesse
te ajudaria a atravessar os anos de fome
no entanto sei que nunca posso chorar por ti
mas eu faria… se pudesse

se eu vivesse
em um momento e em um lugar onde não gostarias de estar
não tens de percorrer esta estrada comigo
o meu passado
não terá de ser o teu caminho

Se soubesse
Tentaria mudar o mundo em que te trouxe
Mas não há muito que eu possa fazer
Mas faria
Se pudesse…
Tentaria proteger a sua inocência do tempo
mas a parte da vida que te dei não é minha
te vi crescer
mas eu tenho que te deixar partir
Se pudesse
te ajudaria a atravessar os anos de fome
no entanto sei que nunca posso chorar por ti
mas eu faria… se pudesse

Quando a gente ama faz qualquer loucura
Só se pensa em cama, se perde a censura
A alma desembesta,

Choram as rosas

Choram as rosas
Seu perfume agora
Se transforma em lágrimas
Eu me sinto tão perdido
Choram as rosas
Chora minh’alma
Como um pássaro
De asas machucadas
Nos meus sonhos
Te procuro
Chora minh’alma…

Lágrimas
Que invadem meu coração
Lágrimas
Palavras da alma
Lágrimas
A pura linguagem do amor…

Choram as rosas
Porque não quero estar aqui
Sem seu perfume
Porque já sei que te perdi
E entre outras coisas
Eu choro por ti…

Falta seu cheiro
Que eu sentia
Quando você me abraçava
Sem teu corpo
Sem teu beijo
Tudo é sem graça…

Teu lindo olhar

Eu queria fazer uma poesia de teu olhar,
Como uma poesia de outra poesia,
Pois ele é negro, como noite sem luar,
E perfeito na suavidade de sua simetria…

São olhos que podem encantar,
Num poder que há todos contagia,
Olhos que eu não canso de olhar,
E me encanta na sua doce magia…

Quiçá, se eu pudesse encontrar,
Palavras para adapta-los neste tema,
Para que todos pudessem também enxergar,
Ao seu olhar na forma de um poema…

Mas só as palavras não podem identificar,
Nem mesmo a perfeição do quadro do artista,
Pois nada, pode assim simplificar,

Há este negro olhar, tão intimista…

Que me fez um dia paralisar,
Ao me ver fixo em sua rara beleza,
E no seu brilho, eu pude enxergar,
O amor, na sua plena certeza…

Parece até que o futuro pode me mostrar,
Mesmo que me prendendo no passado,
Mas dando-me a certeza de para sempre amar,
No intimo deste seu olhar apaixonado…

E desse modo, eu posso escrever,
Para que todos possam identificar,
E assim sei que poderão ler,
A poesia, deste teu negro olhar…

Renascendo das cinzas

Quanto tempo irá durar
Essa maldita dor?
Essa flor que não desabrocha,
Esse espinho que enterra com furor,
Fazendo-me ajoelhar.

Se eu ousasse te esquecer,
E pudesse controlar
Tal paixão dominante,
Talvez não morresse
Num silêncio cortante
Dum contínuo desprazer.

Cá no mar revoltoso da tristeza,
Meu navio naufraga sem dono.
Ele espera a luz do teu amor
Vencer a força da correnteza,
Para salvar-me do abandono.

E no clarão do luar conquistador,
Ousaria outra vez te chamar
Ousaria outra vez te tocar,
Ousaria outra vez te amar,
Cobrindo-te com todo o meu prazer,
Revivendo os desejos deste amor.

E me olharias com outros olhos,
Tomarias-me com outras mãos,
Removeria a dor dos abrolhos,
Permitindo-se uma vez mais,
Os mistérios do meu coração!

Inocente paixão

Comecei a conversar contigo
Eras apenas mais um amigo,
Descobri ter muita afinidade
Admirando tua sensibilidade.

O tempo foi passando
As conversas aprofundando,
O sentimento foi surgindo
No meu coração foste bem-vindo.

Hoje, com toda a certeza
Posso dizer-te com franqueza
Que és meu grande amor!

Que sem ti não sou ninguém,
E que lembro-me a cada instante
Da nossa inocente paixão delirante.