Para o livrinho de D. BRASÍLIA VIEIRA
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GRATO oásis do viajante,
Terra de lindos primores,
Tu és sultana das flores,
Bela filha do sertão.
Aí no regaço ameno
O lasso e triste romeiro,
Se esquece do amor primeiro
Pois te dá seu coração.Que importa por longes terras
Se ostentem mil maravilhas?
Paris, Nápoles, Sevilha,
Não têm o atrativo teu.
Em vez de luxo
Brasileirinho
Vejam só! Sou pequenino.
Mas, por ser bom brasileiro,
Neste peito de menino
Cabe o meu Brasil inteiro!Autora: Magdalena Léa
Sete de Setembro
Viva D. Pedro Primeiro,
Real príncipe altaneiro!Entregou o Brasil ao brasileiro,
Num brado forteQue vibrou de Sul a Norte:
“Independência ou Morte!”Autora: Magdalena Léa
Sonhos de Glória
Quando eu crescer…
Hei de ser muito valente.
Das tropas irei à frente,
Com passo nobre e viril!
Diante do mundo inteiro,
Hei de ser um brasileiro
Capaz de honrar o Brasil!Quando eu crescer…
Hei de ser, com orgulho e fé,
Talvez um Tamandaré,
Deodoro ou um Caxias!
Hei de defender, com a vida,
Minha bandeira querida,
Como fez Marcílio Dias!Quando eu crescer…
Quero ser nobre e leal,
Morrer por um ideal
Como morreu Tiradentes!
Quero ser um bravo e um forte,
Nunca temer, mesmo a morte,
Como esses homens valentes!Autora: Magdalena Léa
Sobre 7 de Setembro – Independência do Brasil!
1. A revolução do Porto
Com a transferência da Corte portuguesa para o Brasil, em 1808, Portugal mergulhou numa grave crise. A invasão do país pelo exército de Napoleão Bonaparte desorganizou a produção do vinho e do azeite. Pouco depois, a abertura dos portos brasileiros levou os comerciantes portugueses a perderem o mercado colonial para a Inglaterra. Diante desta crise, várias cidades portuguesas fizeram manifestações de militares e civis contra o governo estrangeiro e absolutista. Exigindo a volta imediata de dom João a Portugal.
As primeiras notícias da Revolução do Porto chegaram ao Brasil ainda em 1820. O movimento inspirou diversas rebeliões locais da população insatisfeita.
2. Um momento de indefinições
Inicialmente, a elite brasileira apoiou as Cortes portuguesas. Afinal, os latifundiários, os altos funcionários e alguns comerciantes do Rio de Janeiro foram chamados a participar do novo governo. Em 1821, o governo português aumentou as taxas alfandegárias sobre as mercadorias importadas da Inglaterra. Com isso, Portugal pretendia recuperar o monopólio comercial sobre o Brasil. No mesmo ano, as Cortes enviaram tropas ao Rio de Janeiro e Pernambuco, para reforçar a vigilância na Colônia.
3. Os partidos políticos em formação
A elite agro-exportadora fundou um partido político, o Partido Brasileiro, ao lado de periódicos como o Despertador Brasiliense e o Regulador Brasílico-Luso. Os comerciantes portugueses, concentrados no Nordeste e beneficiados pelo monopólio da Coroa, foram contrários a independência do Brasil. Com o apoio de alguns militares do Reino, eles fundaram o Partido Português. Já a classe média que havia se formado no Rio de Janeiro, composta por funcionários públicos, profissionais liberais, militares e padres, assumiu uma posição mais radical em favor da independência.
4. Dom Pedro decide ficar
Embora com idéias diferentes, o Partido Brasileiro e os liberais radicais se uniram na luta pela independência. Por sua vez, as Cortes de Lisboa, em sua tentativa de recolonizar o Brasil, passaram a exigir mais insistentemente o retorno de dom Pedro a Portugal. Preocupados com essa exigência, os dois grupos políticos, organizaram um grande abaixo assinado, pedindo ao príncipe regente que ele não abandonasse o Brasil. No dia 9 de janeiro de 1822, após receber o documento com as assinaturas pedindo a sua permanência no Brasil, dom Pedro tomou a decisão de ficar. “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: diga ao povo que fico”, declarou o príncipe regente ao grupo de pessoas que lhe foi entregar o abaixo-assinado. Esse fato ficou conhecido como o dia do fico. A decisão de dom Pedro de desobedecer as Cortes Portuguesas foi o início do rompimento das relações do governo brasileiro com o governo português. A partir daí os acontecimentos se precipitaram e o Brasil caminhou rapidamente para sua independência.
As cortes portuguesas consideravam ilegal o governo de dom Pedro e ameaçaram enviar tropas ao Brasil, caso seu retorno à Europa fosse mais uma vez adiado. Quando a decisão de Portugal chegou no Brasil, José Bonifácio, enviou-lhe as mensagens vindas de Portugal. Dom Pedro as recebeu no dia 7 de setembro de 1822, às margens do riacho do Ipiranga. Junto a correspondência estava uma carta de seu ministro, aconselhando-o a tomar uma atitude imediata. Ali mesmo, às margens do riacho e na presença de uma pequena comitiva, dom Pedro declarou a independência do Brasil. Chegavam ao fim mais de trezentos anos de domínio colonial.
FONTE: http://www.brasilescola.hpg.ig.com.br/historiab/inbrasil.htm
7 de setembro
Autor: Félix da Cunha
Silêncio!… não turbeis na paz da morte,
Os manes que o Brasil quase esquecia!…

